Cultura Itapagipe

Postado em 01/11/2015 9:30

Conheça um pouco da Península Itapagipana, Sua historia…

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A península de Itapagipe, tem como principais pontos turísticos a Ribeira, Bonfim e Ponta de Humaitá, é uma região que abriga grande parte do patrimônio histórico e cultural da cidade de Salvador. Conheça a história desta região que há 5 mil anos era uma ilha, virou fazenda de gado na colonização, e hoje é um dos lugares mais tradicionais da cidade.

A calmaria das praias, o pôr do sol atraente e a história peculiar são alguns dos fatores que contribuem para o charme da Península Itapagipana. Composta por 14 bairros (Calçada, Mares, Jardim Cruzeiro, Massaranduba, Uruguai, Roma, Dendezeiro, Bonfim, Monte Serrat, Boa Viagem, Luís Taquínio, Caminho de Areia, Baixa do Fiscal, Ribeira) a península era uma ilha, cujo território avançou nas águas do mar e se uniu ao continente. Ribeira, Bonfim e Ponta de Humaitá são as principais áreas turísticas da região, debruçada sobre a Baía Todos os Santos e hoje um dos lugares mais belos e históricos da cidade.

O pedaço de terra encravado na Cidade Baixa de Salvador, a oeste da capital baiana e do lado oposto ao Oceano Atlântico, engloba pontos marcantes da cultura baiana, como religiosidade, monumentos históricos e paisagens deslumbrantes. Segundo o Aurélio, a palavra Península se refere a uma faixa territorial que é coberta de água por todos os lados, exceto um que liga ao continente e foi, segundo historiadores, justamente desta forma que a região surgiu e ganhou sua atual nomenclatura. Os habitantes mais antigos contam que a área de uma ilha se transformou numa fazenda de gados.

Com a atividade industrial desencadeada no Luiz Tarquínio, Boa Viagem, 99% dos primeiros moradores do local trabalharam na extinta fábrica Empório Companhia Têxtil. “Todos os funcionários da fábrica tinham direito a uma casa para a família e compras mensais, cedidas pelo dono, Seo Luiz Tarquínio.

Dessa forma, todos criaram seus filhos aqui, formando a Vila Operária, que temos hoje, o primeiro condomínio fechado da América Latina”, contou a moradora Claudia Leal, 42 anos. Ainda de acordo com Claudia, com a morte de Luiz Tarquínio e a falência da fábrica, os bancos decidiram tomar os imóveis dos funcionários. “Muitos foram postos para fora, mas aí vieram as eleições e Antônio Carlos Magalhães, que era candidato na época, conseguiu os imóveis de volta e doou aos funcionários com escritura e tudo”, contou.

De acordo com dados do Sistema de Informação Municipal de Salvador (SIM), o bairro do Uruguai abriga o maior número de habitantes na península. Com 30.370 moradores, ele supera bairros como Ribeira (19.578), Vila Ruy Barbosa e Jardim Cruzeiro, que juntos somam 19.448. No total, o SIM aponta que a Península abriga 131.251 habitantes, sem contar os moradores do Luiz Tarquínio, Dendezeiros e Baixa do Fiscal, que não constam na lista de apuração. Estima-se que o total de habitantes ultrapasse os 160 mil, mas não há dados que comprovem os números.

Atualmente, a península itapagipana abriga grande parte do patrimônio histórico e cultural da cidade. As belezas naturais são consideradas principais atrações. O primeiro bairro de Itapagipe, Calçada, abriga a mais importante estação ferroviária da cidade, que liga a região de Água de Meninos até o bairro suburbano de Paripe. Nos Mares encontra-se a Igreja de Nossa Senhora dos Mares, que tem um estilo gótico, construída no século XX, e em seguida podemos encontrar a capela onde Irmã Dulce rezava. O Bonfim é um dos bairros mais famosos da cidade. É lá que está localizado um dos principais pontos turísticos da cidade, a Igreja do Senhor do Bonfim. O charme do Monte Serrat está na presença de dois monumentos: a Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrat, que fica em cima de uma rocha e é protegida por um cais, e o Forte de Monte Serrat, pertencente à arquitetura militar brasileira e que serviu para proteger nossa terra das invasões holandesas. Já a Ribeira é banhada por quase todos os lados pelas águas refrescantes e tranquilas do Oceano Atlântico. Lá foram construídas a igreja de Nossa Senhora da Penha e a Igreja do Nossa Senhora do Rosário.

Um lugar para uma prosa e com jeito de interior
A tranquilidade e o ar interiorano ainda são marcas registradas da Península Itapagipana. “Aqui é um dos poucos lugares de Salvador que a gente ainda pode sentar na porta para tomar uma fresca”, comentam alguns moradores

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