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Postado em 14/01/2017 1:22

Dois ônibus são queimados em protesto na Avenida Paralela

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Dois ônibus da empresa Plataforma, do consórcio Integra, foram incendiados na Avenida Paralela, na noite desta sexta-feira (13). Segundo informações da Central de Polícia, os coletivos foram queimados após um protesto na altura do bairro de Pernambués, próximo a concessionária Grande Bahia. Os veículos foram colocados lado a lado, bloqueando a via marginal da avenida.

Segundo informações do major Sérgio Mercês, comandante da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Pernambués), os motoristas da empresa Plataforma relataram que cerca de 10 homens (alguns deles armados), ordenaram que os passageiros e os motoristas descessem dos coletivos e logo depois os ônibus foram incendiados. Em cada veículo, havia cerca de 30 passageiros no momento. A iluminação pública da avenida, próximo ao fogo, foi desligada.

Ainda segundo o comandante, momentos antes um protesto estava acontecendo no local em represália a uma operação realizada na região da avenida na tarde desta sexta-feira. “Durante a intervenção policial (que aconteceu de manhã), houve troca de tiros em um matagal e um adolescente morreu”, relatou o comandante Mercês. Segundo o major, esses seria o motivo do protesto seguido da queima de ônibus. Mercês destacou que o caso não têm relação com a morte de outro adolescente na Avenida Thomaz Gonzaga, no mesmo bairro, ou com a morte do policial soldado Jailson Cesar Mendes, todas na mesma região.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que policiais civis do Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerrc) foram até o final da Avenida Paralela, para apurar informações sobre a queima dos ônibus. Guarnições de unidades especializadas da Polícia Militar reforçam o patrulhamento na área e estão dando apoio nas diligências.

Segundo informações da Secretaria municipal de Mobilidade (Semob), somente no ano passado, foram 38 coletivos incendiados em Salvador. Destes, dez tiveram perda total. Esse ano já foram incendiados três coletivos.

Comunidade contesta versão de troca de tiros
Moradores da comunidade de Pernambués contaram ao CORREIO que o adolescente morto durante a intervenção policial estava jogando bola em um campo de futebol com um grupo de amigos. O Campo fica próximo de uma área de matagal, de onde, segundo populares, surgiram os policiais já atirando. O adolescente foi identificado como Diogo e trabalha como soldador na comunidade, segundo os moradores.

Revoltados, eles prometem um novo protesto na região. “Amanhã não vai passar um carro nessa Paralela. A comunidade está toda revoltada, se eles chegam aqui pra pegar bandido, tudo bem. Mas matar assim o menino inocente?”, disse uma moradora.

Ainda de acordo com a polícia, inicialmente os manifestantes bloquearam a via no sentido Iguatemi, com pneus e também tocaram fogo nos objetos. Em seguida, os coletivos foram queimados. A manifestação aconteceu por volta 19h40.

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