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Postado em 11/10/2017 2:37

Escolha de chapa deve ser pragmática, diz Otto Alencar

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Com um arco de aliança com dez partidos, a escolha para a chapa ao governo do Estado encabeçada por Rui Costa (PT) deve ser pragmática. A avaliação é do senador Otto Alencar (PSD).

Para ele, cada um personagem político que quer uma das vagas deve ter a consciência do seu peso político e eleitoral.

Ao ser indagado se lealda seria uma componente para escolha dos nomes da chapa, uma vez que a senadora Lídice da Mata (PSB), assim como Otto, tem votado a favor de proposta que tenha respaldo do governador Rui Costa, o pessedista concorda. “Lealdade, compromisso, gratidão são virtudes que precisam ser notadas no político”, disse, mas ressalvando. “Acho que a chapa deve ser composta por aquele que pode contribuir mais para a vitória, para ganhar as eleições. Se em março ou abril, Lídice for essa figura, pode ser Lídice. Se quem chegar assim for Leão, pode ser Leão”.

PRAGMATISMO – Em nome do pragmatismo político, Otto sugere ainda que a chapa poderá ser composta, inclusive, por nomes de partidos que possam ser atraídos pelo governo. “Alguém pode chegar da oposição e contribuir com a chapa. Por que não?”.

Sabendo que a rejeição é um complicador para qualquer candidato, Otto lembra também que ter o nome associado a algum malfeito pode ser um impeditivo para ingressar na chapa majoritária. “As pessoas que vão compor [a chapa] precisam ir sabendo que vão ter que contribuir com peso político, com discurso e capacidade. Precisa ser uma chapa que não tenha que se explicar, não esteja com problemas judiciais, na delação da Odebrecht, ou da OAS, na lava Jato. A coisa pior que pode ter é que se explicar dos erros políticos”.

Abaixo veja a situação judicial de três possíveis nomes para compor a chapa de Rui Costa:

Lídice da Mata (PSB) – senadora
De acordo com um dos delatores da Odebrecht,  José Carvalho Filho, a senadora Lídice da Mata teria recebido R$ 200 mil sem o devido registro em sua campanha ao Senado, em 2010. O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acatou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirar a investigação contra a senadora dos autos sobre o petrolão.

O novo relator do caso de Lídice, individualmente, é o ministro Celso de Mello. Segundo o delator, o valor foi repassado à senadora Lídice por meio do Setor de Operações Estruturadas, nome oficial do departamento de propinas da empreiteira. O Ministério Público, contudo, entendeu que as acusações não têm relação com a Lava Jato.

Fachin acatou a manifestação e afastou definitivamente o caso da parlamentar baiana das investigações ligadas à operação.

A senadora afirma estar “tranquila de que tudo será esclarecido

João Leão (PP), vice-governador
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu inocentar o vice-governador baiano João Leão (PP) no inquérito da Lava Jato que apurava um esquema de corrupção ligado ao seu partido, o PP. A Corte entendeu que não havia provas suficientes sobre o caso contra Leão. Quando foi citado a primeira vez, o vice-governador chegou a declarar que estava “cagando e andando” para as denúncias.

Jaques Wagner (PT) – secretário de Desenvolvimento Econômico
Está nas mãos do juiz Sérgio Moro investigação contra o ex-governador da Bahia e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner. Ele é suspeito de ter recebido cerca de R$ 12 milhões para a campanha de reeleição ao governo do Estado em 2010, segundo delação de Carlos José Fadigas de Souza Filho e Marcelo Odebrecht.

Em troca do dinheiro, segundo as denúncias, teria concedido benefícios fiscais associados ao pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que teriam favorecido a Odebrecht.

Na mesma denúncia, o também delator Claudio Melo relata pedido de contribuições financeiras que teria sido feito por Wagner, para a campanha de 2010, em contrapartida da defesa de interesses da Odebrecht. Ele conta ainda que Wagner recebeu, no mesmo ano, um relógio de “presente” da Odebrecht no valor de US$ 20 mil e outro no valor de US$ 4 mil.

Os delatores André Vital Pessoa de Melo, Marcelo Odebrecht e Claudio Melo Filho narram que qualquer “apoio” da Odebrecht à campanha do candidato do PT em 2014, Rui Costa, estaria condicionado à resolução da dívida da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (CERB). Com a suposta resolução da dívida, a Odebrecht teria pago a Wagner o montante de R$ 10 milhões. A empresa, com o acordo, recebeu R$ 60 milhões, segundo Claudio Melo. Wagner declarou que todas as contribuições recebidas para as campanhas foram dentro da lei, e que o pagamento da dívida da CERB com a Odebrecht obedeceu a uma decisão da Justiça.

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