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Postado em 17/12/2015 8:54

Jovem foi assassinado a tiros no Alto da Terezinha

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“Era um menino gente boa, tranquilo. O único problema dele era fumar maconha”, disse o estivador Rubens Reis, de 44 anos, diante do corpo do enteado, Ícaro Silva dos Reis, 17, assassinado a tiros por volta das 10h30 da manhã desta quinta-feira, 17, na Rua Ana Lúcia, no Alto da Terezinha, em Salvador.

O padrasto afirma que o adolescente não era envolvido com o tráfico de drogas e era apenas usuário. A polícia ainda não sabe o que pode ter motivado e de quem é a autoria do homicídio. “Ele saiu de casa com um amigo para ir jogar bola e depois só ouvi a zoada de quatro a cinco tiros”, lembra Rubens.

Ele não imagina o que pode ter motivado o crime, pois a vítima não possuía dívida de droga e nem recebia ameaças. “Ele abandonou a escola ano passado. Estava procurando emprego, mas não achava por causa da idade e fazia alguns bicos. Era um menino muito prestativo e não havia nada de anormal no comportamento ultimamente”, declara.

Perto da ‘boca de fumo’

Apesar do horário, ninguém disse ter visto como teria ocorrido o crime ou quem foi o autor. “Estava deitada na hora e só ouvi os pipocos”, disse uma moradora.

Os rastros de sangue indicam que a vítima correu cerca de 100 m até o ponto onde caiu. O local fica próximo a uma “boca de fumo” e as paredes dos casebres estão repletas de pichações em alusão à facção criminosa PCC.

Em outros pontos do bairro, havia pichações da facção Comando da Paz (CP), o que demonstra a disputa pelo controle do tráfico.

A delegada Marilene Lima, do Departamento de Homicídios (DHPP), confirmou que a vítima era usuária de drogas, mas a motivação ainda precisa ser investigada.

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