Anderson Rios

Postado em 13/11/2017 4:17

O CORDEL NA SALA DE AULA

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Primeiro movimento literário da língua portuguesa, o trovadorismo começou no século XII. A literatura de cordel surgiu na forma de cantigas trovadorescas. Essas cantigas chegaram ao Brasil trazidas pelos portugueses, e foi se adaptando a nossa cultura. Dessa adaptação surgiu o cordel, comum no nordeste brasileiro, assim como o repentista. O nome Cordel é porque os livretos ficavam presos em barbantes expostos nas feiras. É muito interessante trabalhar com a Literatura de Cordel em sala de aula como forma de despertar o senso crítico do aluno, bem como sua capacidade de observação da realidade em que ele vive.

A escola entra nesse ponto como veículo capaz de levar os alunos a entrar em contato com o maior número possível de gêneros textuais, fazendo com que eles sejam não somente ferramenta de comunicação, mas também objeto de ensinoaprendizagem. Dessa forma, o texto de cordel pode ser usado como um meio, um recurso a mais para a interlocução do aluno com a sociedade. O cuidado que se deve ter é de apenas não tomar esse trabalho na escola como um mero pretexto para uma abordagem puramente gramatical ou mesmo literária, mas sim discuti-lo em toda a sua riqueza, que envolve não só as questões acima, mas também contextuais, o que serve de ponto de partida para a discussão dos diversos problemas sociais, históricos, políticos e econômicos do nosso país.

Justamente por refletir claramente a individualidade da língua, incluindo-se aí as variedades linguísticas encontradas no Nordeste brasileiro, a Literatura de Cordel nos fornece farto material para a abordagem dos gêneros textuais em sala de aula. Na sala o professor pode trabalhar com compreensão dos poemas em grupos, mostrar a riqueza estilística do cordel.

A literatura de cordel deve ter um espaço na escola

Anderson Rios
Professor e Mestre em Educação
Analista Cultural

 

 

 

 

 

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