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Postado em 08/06/2018 9:58

População pede retorno da travessia entre Ribeira e Plataforma

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A suspensão do funcionamento da travessia Ribeira-Plataforma tem gerado transtorno para estudantes, comerciantes e trabalhadores que utilizavam o serviço. O deslocamento de um bairro a outro, que antes durava cerca de oito minutos com as embarcações, agora leva até 1h30 por meio de linhas de ônibus. Sem operação há nove meses, ainda não há previsão de retorno.

“Eu saía de Plataforma às 12h e rapidinho estava na Ribeira. Hoje, eu tenho que pegar ônibus e ainda saio uma hora mais cedo com medo de chegar atrasado ao colégio por conta do trânsito. Sem contar o problema financeiro. Como o valor era R$ 1,30, eu pagava R$ 0,65 (meia-entrada). Agora, pago R$ 1,85”, diz o estudante Marivaldo Barbosa, 47 anos.

Quando a travessia funcionava, os passageiros que chegavam à Ribeira encontravam a barraca de Pedro Ciriano Rodrigo, 66 anos, que relata a queda nas vendas. “As pessoas que agora usam ônibus para vir à Ribeira ficam em outros pontos ou não passam por aqui. Não consigo mais vender como antes. Espero que a travessia volte logo”, diz Ciriano.

A travessia transportava cerca de 22 mil pessoas mensalmente e aproximadamente 700 ao longo do dia. Os terminais haviam passado por reforma em 2014. De acordo com a assessoria da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), a suspensão se deu  devido à constatação de irregularidades na prestação  do serviço pela empresa responsável.

“A Semob aproveitou a oportunidade para promover uma ampla revisão  e adequação  dos parâmetros  do serviço, incluindo a contratação de estudo  de viabilidade econômico-financeira, já concluído. A partir de agora, o órgão está finalizando o edital de licitação, que será  lançado nos próximos  dias, para a contratação de nova empresa para operar a travessia”, diz o órgão, em nota.

Ainda de acordo com a Semob, a alternativa para os passageiros é a linha de ônibus Plataforma-Terezinha em direção ao Parque São Bartolomeu, passando pelo bairro São João do Cabrito, além da integração em outros pontos da cidade. No sentido contrário, os passageiros contam com os pontos nas proximidades do Terminal da Ribeira.

Em Plataforma, onde há maior demanda pelo serviço marítimo, a situação do terminal é de abandono e preocupação para os moradores, que relataram assaltos. Portas arrancadas, lixo, água parada, telhas quebradas, fiações expostas.

“As pessoas entram aqui e usam drogas, têm relações sexuais, dentre outras coisas. A situação é muito ruim, a travessia está fazendo muita falta. As pessoas adoravam ir de embarcação para a Ribeira. O transporte era barato e muito rápido. Espero que retorne logo”, diz o jovem Axel Jordan, 23 anos.

Fonte: Atarde

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