Colunistas

Postado em 06/07/2018 1:08

Precisamos Falar de Agrotóxicos

.

Share Button
Share Button

No dia 25 de junho de 2018, há menos de quinze dias, uma comissão especial na Câmara dos Deputados discutiu o projeto de lei 6.299/2002. Tal projeto refere-se a alteração na legislação dos agrotóxicos utilizados na produção alimentícia do brasileiro. Aqueles mais apegados – como eu – às redes sociais, viram a repercussão que se deu de dois lados: os que aprovaram tal medida e os que reprovaram esse reajuste que traz querendo ou não, uma preocupação do que será posto ao agricultor e nas feiras para que possamos comprar e posteriormente consumir.

Será pois uma bomba relógio adquirida toda semana? Será mais vulnerabilidade às doenças como o câncer? Será uma forma de nos matarmos rapidamente e enriquecer na mesma medida os ruralistas? Perguntas como essa nasce após medidas serem tomadas por aqueles em que depositamos nossa confiança para lutar por melhorias e soluções para a população distrital e nacional. De um lado pessoas aplaudem pois a modernização e regulação das pesticidas será mais minuciosa, de um outro lado, alertas surgem pois tudo será mais flexível quanto a liberação para uso desses agrotóxicos.

A alteração agora parte para o plenário e ficamos mais uma vez a mercê do que os nossos representantes acreditam ser bom – normalmente para eles. O que chama atenção é a centralização das avaliações de novos produtos e autorização de registros pelo Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde e Meio Ambiente. A concentração se dá em esferas que o agronegócio fala muito alto e a aprovação das substâncias pode ser ainda mais fácil. A saúde populacional deve ser um requisito importantíssimo quanto ao seu bem estar e sua vida. Tal projeto permite e abre espaço para que a liberação de substâncias muito mais danosas cheguem ao mercado.

Em suma, vejo mais uma vez que os nossos interesses não são postos à mesa da legislação. Cabe a você leitor refletir os impactos que recebemos com aprovações tão drásticas. A única solução é encontrarmos um pedaço de terra e plantarmos o que nos convém para bater de frente a um veneno que se faz presente na nossa mesa em pequena escala, mas que está há um passo de se tornar nosso amigo mais íntimo. Outra solução é a responsabilidade de elegermos pessoas comprometidas com a saúde pública, o meio ambiente e o bem da população – confesso, está muito difícil escolhermos. Virou até clichê essa súplica frente a um cenário tão desmotivante que é a nossa política. Roguemos aos anjos de luz que nos ilumine e nos ajude nessa empreitada chamada “vida”, driblando, lutando e vivendo até quando podemos.

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo destino – graduando em Direito – UCSal.

Veja também:

Por Mateus Mozart Dórea

O Coliseu da Nossa Atualidade

Por Mateus Mozart Dórea

O Dia Mais Feliz da Minha Vida

Por Mateus Mozart Dórea

Eleições 2018: Em Quem Votar?

BUSCAR NO SITE: