Internacional

Postado em 12/11/2015 11:56

“Realista”, Obama não vê acordo entre Israel e Palestina até deixar o poder

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à “conclusão realista” de que não haverá um acordo de paz nem negociações sérias entre israelenses e palestinos nos 14 meses que restam para o fim de seu mandato, que termina em janeiro de 2017, afirmou a Casa Branca nesta quinta-feira (5).

Com base nessa conclusão, Obama pedirá ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que tome medidas para evitar que uma solução de dois Estados seja completamente diluída durante uma reunião entre ambos na próxima segunda-feira, em Washington.

“O presidente chegou à conclusão realista que não haverá um acordo de paz durante o tempo restante de seu mandato e que, provavelmente, nem sequer haverá negociações diretas”, disse Rob Malley, um assessor de Obama para o Oriente Médio, em entrevista coletiva.

O próprio Obama já tinha afirmado em março, após a reeleição de Netanyahu, que não via perspectiva de estabelecer “um marco definitivo que leve a um Estado palestino em negociações diretas”.

“Não podemos continuar baseando nossa diplomacia em algo que todo mundo sabe que não vai acontecer, pelo menos nos próximos anos”, disse na época o presidente americano.

A reunião que Obama realizará na segunda-feira com Netanyahu é a primeira desde que os EUA chegaram a essa conclusão, e ocorre no meio de crescentes tensões entre israelenses e palestinos por causa da última onda de violência na região.

“Obama quer ouvir que ideias têm o primeiro-ministro para ajudar a estabilizar a situação e dar um sinal aos palestinos de que estão comprometidos com uma solução de dois Estados” explicou Malley.

Segundo o assessor, essa é a primeira vez em 20 anos que a Casa Branca enfrenta “uma realidade onde a perspectiva de uma solução de dois Estados não é alcançável” com o ambiente atual na região.

Nesse sentido, Obama espera que Netanyahu empreenda “ações de construção de confiança” com os palestinos, segundo o assessor-adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes.

É possível, portanto, que Obama volte a pedir a Netanyahu para interromper a construção de assentamentos em territórios ocupados, porque isso “afeta a confiança necessária para avançar na direção da paz e põe em risco a viabilidade de um Estado palestino”, disse Rhodes na entrevista coletiva.

“A atividade de assentamentos não é congruente com a vontade de avançar rumo a uma solução de dois Estados. Esperamos que (os israelenses) tomem medidas que favoreçam essa solução e descartem ações que tornem essa perspectiva mais distante”, indicou Malley.

A capitulação de Obama para resolver o conflito se deve, em parte, a sua frustração pelo fato de Netanyahu ter afirmado, na véspera de sua reeleição ao posto de premiê, que não haveria um Estado palestino caso ele continuasse no poder, declaração da qual se retratou dois dias depois, mas que irritou profundamente o governo americano.

Durante o seu mandato, Obama tentou várias vezes impulsionar uma mediação no conflito. A principal delas ocorreu em 2013, quando encarregou o secretário de Estado, John Kerry, mediar um diálogo que fracassou em abril de 2014.

 

Fonte: www.noticias.uol.com.br

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