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Postado em 17/07/2017 1:25

Homem que matou pintor em assalto a ônibus é preso roubando topic

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O assaltante responsável pela morte do pintor Djalma Paixão Ferreira, 42 anos, assassinado em maio deste ano durante um assalto a ônibus na Avenida Paralela, já está preso. Lucas Mateus dos Santos Costa, 20 anos, foi flagrado na última sexta-feira (14) enquanto assaltava uma topic do Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec). Conduzido para a delegacia, ele assumiu autoria do latrocínio nesta segunda-feira (17).

Segundo o delegado José Nélis Araújo, titular do Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerrc), Lucas também confessou ter participado de outros quatro assaltos em Salvador. No dia em que foi preso pela 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Pernambués), ele roubava os passageiros de uma topic que fazia a linha Itapuã x Águas Clara.

“Ele tem uma quantidade absurda de passagens por diversos crimes. Aqui no Gerrc ele começou quando ainda era adolescente. Do dia do latrocínio até a data em que foi presos ele assumiu outros cinco assaltos, incluindo o de sexta-feira”, acrescentou José Nélis. Ainda de acordo com o delegado, já foi encaminhado à Justiça um pedido de prisão preventiva.  “Já sabemos que são os outros dois suspeitos e estamos todos no encalço para prendê-los”, completou o delegado.

Crime
Djalma foi morto no início da manhã do dia 5 de março dentro de um coletivo que foi sequestrado e roubado por três suspeitos. Enquanto transitava pela Avenida Paralela, próximo ao viaduto da Avenida Orlando Gomes, passageiros reagiram e entraram em luta corporal com dois comparsas de Lucas, Jacaré e Baco.

O pintor foi atingido por um disparo na cabeça, enquanto rezava. Mesmo ferido, ele saiu do coletivo e caiu morto em uma das vias da Avenida Paralela. Os bandidos fugiram para o bairro de Mussurunga, segundo a polícia.

Djalma já tinha sido assaltado pelo menos duas vezes enquanto se dirigia pelo trabalho na Estrada do Coco. “Ele mudou da Topic pro ônibus e não adiantou”, contou a sobrinha da vítima, Daiane Ferreira.

“É uma violência muito grande. Ele já estava muito aflito, com medo. Todo dia era um assalto no mesmo lugar. Eram os mesmos caras. Meu tio falou para minha avó que ia deixar o emprego no fim do mês porque estava com medo”, revelou Daiane. Nenhum pertence de Djalma foi levado.

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