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Postado em 07/12/2017 12:30

Município propõe transferir idosos do Pedro II para imóvel em Piatã

O casarão histórico do abrigo localizado na Cidade Baixa passará por reforma.

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Um imóvel alugado em Piatã, na rua Juiz Orlando de Melo, 319, é a principal proposta de local da Secretaria Municipal de Combate à Pobreza (Semps) para transferir os 60 idosos do abrigo Dom Pedro II, localizado em Boa Viagem. O abrigo não apresenta condições estruturais para acolher os idosos.

Após desencontros, Ministério Público (MP), Semps e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) parecem, finalmente, estar na mesma direção. Em audiência pública, nesta quarta-feira, 6, no auditório do MP, em Nazaré, o promotor de justiça do MP Ulisses Campos agendou visita ao provável abrigo no dia 15 de janeiro, às 10h. A visita será realizada por representantes da Semps, Iphan, Defensoria Pública, Conselho Municipal de Idosos, sociedade civil e o próprio promotor.

O imóvel já possui laudo favorável, expedido pela Vigilância Sanitária. Agora, Ulisses Campos analisará junto a uma equipe técnica o plano de ação da Semps. Se a transferência para o imóvel de Piatã se concretizar, os idosos ficarão abrigados no novo local por tempo indeterminado, pois o Iphan precisa aprovar o projeto de requalificação do Pedro II. Após a análise do instituto, e em caso favorável, fica a cargo da prefeitura decidir se os idosos voltarão ao abrigo.

“Analisamos quatro imóveis e esse (o de Piatã) é o que apresenta as melhores condições de abrigo. Possui acessibilidade, 20 dormitórios, espaço ao ar livre, estrutura adequada e está dentro das normas requeridas. O apoio assistencial de psicólogos, assistentes sociais, terapeutas não será prejudicado”, diz a diretora do abrigo, Valéria Carvalho.

A titular da Semps, Tia Eron, afirma que todas as decisões serão tomadas em acordo com o MP. “Tínhamos o plano de ação, mas não foi divulgado em respeito à auditoria pública que foi posta”, diz. O Iphan, criticado pela falta de resposta à Semps, respondeu através do representante do órgão, Matheus Xavier, que o que cabe ao Iphan são análises de projeto em patrimônios tombados. “O que diz respeito a manutenção, reformas, isso não são ações do instituto. É preciso entender que o Iphan responde projetos”, retruca.

Dona Ronildes, 88 anos, em meio a reclamações, afirma que não há espaço como o Dom Pedro II. “Lá, nós temos ar fresco. Estamos acostumados e seria melhor continuar no abrigo”, diz. Carvalho explica que os idosos foram avisados sobre a mudança por meio de reuniões realizadas nos últimos dois meses, assim como toda equipe assistencial para promover a transição e adaptação dos idosos.

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